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  • Rangel Germano

ABC DAS ANÁLISES AGRÍCOLAS

B - 10 critérios para escolha do seu laboratório.



Para ajudar você na escolha mais assertiva do laboratório que irá fazer suas análises agrícolas, elaboramos uma lista com 10 critérios importantes de avaliação. É importante ressaltar que a escolha do laboratório precisa ser cuidadosa, pois não é recomendável fazer análises em laboratórios diferentes a cada safra.

Confira os 10 critérios para a escolha de seu laboratório:


1 - Licenciamentos legais: o laboratório precisa contar com alvará de funcionamento, licenças federais, municipais, estaduais, registros em conselhos regionais, profissionais normativos e autoridade para segurança e funcionamento (Crea, CRQ);

2 – Métodos oficiais: o processo adotado pelo laboratório para as análises deve seguir métodos oficiais, validados pelas instituições de pesquisa nacionais e vigentes há anos na agricultura. Também é importante que o laboratório esteja atualizado com os sistemas internacionais de unidades nos relatórios de ensaio, de acordo com padrão recomendado;

3 – Estrutura: refere-se à estrutura física, como ambientes de preparo de amostras, salas de análises e leituras de amostras, equipamentos e tecnologia. São informações essenciais que possibilitam verificar a capacidade laboratorial de realizar as análises com assertividade e qualidade, como também garantir o cumprimento dos prazos informados;

4 – Participação em programas interlaboratoriais: são programas coordenados por universidades e instituições de pesquisa de referência no país. Isto permite a imparcialidade e confiabilidade nos resultados das análises feitas pelo laboratório, garantindo resultados concretos ao produtor agrícola (leia sobre isso no item C);

5 – Capacidade diária de realizar análises: a quantidade diária para realização de análises está relacionada à estrutura física, equipamentos, equipe técnica, processos de análises e tecnologias adotadas pelo laboratório. Por maior que seja a qualidade e o controle de processos que o laboratório ofereça, se exceder sua capacidade estrutural poderá comprometer tanto o prazo de entrega como a qualidade dos resultados finais ao cliente;

6 - Prazo de liberação de resultados: é um ponto extremamente importante, relacionado à metodologia da análise utilizada, pois refere-se à capacidade e agilidade do laboratório. Neste momento de intensas inovações tecnológicas não podemos nos perder em informações básicas de processos, como modo de preparo e secagem das amostras, análises e leituras. Há um tempo mínimo para o desenvolvimento de todos os processos das análises, o que geralmente não ocorre de um dia para o outro;

7 - Experiência de mercado: demonstra a consolidação no mercado do trabalho do método desenvolvido pelo laboratório, o que pode refletir na confiabilidade e na garantia de resultados satisfatórios;

8 – Equipe técnica: todo laboratório precisa ter um responsável técnico com formação adequada, qualificado e experiente para gerir a equipe laboratorial. Esse profissional precisa estar prontamente disponível para esclarecimento de dúvidas ou orientação ao cliente;

9 – Qualidade: todo laboratório que preza por serviços de qualidade deve manter um processo interno de gestão da qualidade, para garantir a precisão e a repetição dos resultados satisfatórios das amostras;

10 – Acreditação e certificação: a padronização e o controle dos processos se dão por meio de acreditações realizadas por instituições certificadoras, que realizam auditorias seguindo normas internacionais, como a ISO 17.025. Laboratórios com este nível de controle da qualidade em serviços prestados são auditados periodicamente com base na documentação necessária ao sistema de gestão da qualidade, que inclui desde calibração de equipamentos e vidrarias, treinamentos das equipes e departamentos, validação de métodos, uso de padrões de referência, cartas de controles de padrões internos, entre outros. Esta condição faz toda a diferença na garantia da qualidade dos métodos utilizados pelo laboratório e acompanhados por controles e normas padrão. No caso do ISO 17.025, por exemplo, trata-se de uma certificação concedida pelo próprio Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) a partir de auditoria em todo o sistema de gestão da unidade laboratorial, realizada por meio de visitas técnicas de profissionais da autarquia federal.

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